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  • André Martins

Coreia do Norte dispara seu míssil mais potente desde 2017

A Coreia do Norte disparou o que se acredita ser seu primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM) em mais de quatro anos, enquanto líderes ocidentais se reúnem em Bruxelas para uma cúpula de segurança.

O ICBM suspeito voou a uma altitude de 6.000 quilômetros (3.728 milhas) e a uma distância de 1.080 quilômetros (671 milhas) com um tempo de voo de 71 minutos antes de cair nas águas da costa oeste do Japão na quinta-feira, de acordo com o Ministério da Defesa do Japão.


O lançamento de quinta-feira é o 11º do ano da Coreia do Norte, incluindo um em 16 de março que se presume ter falhado. Analistas disseram que o teste pode ser o míssil de maior alcance já disparado pela Coreia do Norte, superando seu último lançamento de ICBM em novembro de 2017.


O vice-ministro da Defesa do Japão, Makoto Oniki, disse a repórteres na quinta-feira que a altitude do míssil sugere que é um "novo tipo de ICBM", um sinal potencial de que a Coreia do Norte está mais perto de desenvolver armas capazes de atingir os Estados Unidos.


A mídia estatal norte-coreana mais tarde pareceu confirmar a avaliação de Oniki, anunciando o lançamento de um míssil Hwasong-17, a mais nova variante conhecida de ICBM do país.


Os EUA se juntaram aos aliados Coreia do Sul e Japão ao condenar fortemente o lançamento na quinta-feira e pediram à Coreia do Norte que se abstenha de mais atos desestabilizadores.


De acordo com analistas , a recente onda de testes de mísseis norte-coreanos sugere que o líder do país, Kim Jong Un, está tentando mostrar a um mundo cada vez mais turbulento que Pyongyang continua sendo um jogador na luta por poder e influência.


"A Coreia do Norte se recusa a ser ignorada e pode estar tentando tirar vantagem da preocupação global com a guerra na Ucrânia para forçar um fato consumado sobre seu status de estado com armas nucleares" - disse Leif-Eric Easley (professor associado de estudos internacionais da Ewha Womans, Universidade de Seul).

O teste de quinta-feira também ocorre apenas duas semanas depois que a Coreia do Sul elegeu um novo presidente conservador, Yoon Suk Yeol, que deve adotar uma linha mais dura contra a Coreia do Norte do que o atual presidente Moon Jae-in.


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